Daniel Santos
O ganho ambiental proporcionado pelas
bicicletas é inegável e indiscutível pela troca da força motriz a combustão
pela força atlética do ciclista. Nessa troca todos saem ganhando, o ciclista em
saúde e o ambiente que ganha um poluidor a menos. Mas será que os restos
mortais das bicicletas depois de aposentados recebem um fim ecologicamente
correto?
A tradicional empresa Cicles Jaime que
atua há mais de 50 anos no mercado de bicicletas e comercializa bikes novas e
usadas além de oferecer serviços de manutenção é um bom exemplo de respeito ao
meio ambiente. Além de incentivar e patrocinar passeios ciclísticos e
bicicletadas a loja situada na João Negrão, possui um setor que é responsável
pelo descartes de pneus e peças.
Desde as peças metálicas aos pneus,
tudo é reciclável e negociado com empresas de reciclagem como ferros-velhos.
Essa medida tomada pela empresa evita que os donos delas descartem os restos
mortais das magrelas em córregos ou
terrenos baldios. Os metais são derretidos e viram grades portões, etc. E os
pneus são beneficiados por usinas e viram matéria-prima para asfalto, procedimento semelhante aos
pneus de carros.
Mas infelizmente não são todas as
empresas do ramo que agem dessa forma. As bicicletarias dos bairros mais
retirados, até negociam as carcaças metálicas com ferros-velhos, mas os pneus
muitas vezes são descartados em lixos comuns ou são doados para
reaproveitamento por carrinheiros que catam material reciclável o que mais cedo
ou mais tarde irá para poluir os já combalidos rios e córregos da nossa cidade.
Como a grande maioria das bicicletas
ficam nos bairros e muitas atuam sem licença alguma fica difícil a
fiscalização. O que pode ser feito é um trabalho de conscientização e uma ação
da prefeitura oferecendo um serviço de coleta para esse material para que ele
tampe os buracos das nossas ruas e não entupa e polua os nossos rios.

