segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Reciclar é possível e preciso

Daniel Santos
 
 
Foto: Jornal O vizinho
 

O ganho ambiental proporcionado pelas bicicletas é inegável e indiscutível pela troca da força motriz a combustão pela força atlética do ciclista. Nessa troca todos saem ganhando, o ciclista em saúde e o ambiente que ganha um poluidor a menos. Mas será que os restos mortais das bicicletas depois de aposentados recebem um fim ecologicamente correto?
A tradicional empresa Cicles Jaime que atua há mais de 50 anos no mercado de bicicletas e comercializa bikes novas e usadas além de oferecer serviços de manutenção é um bom exemplo de respeito ao meio ambiente. Além de incentivar e patrocinar passeios ciclísticos e bicicletadas a loja situada na João Negrão, possui um setor que é responsável pelo descartes de pneus e peças.
Desde as peças metálicas aos pneus, tudo é reciclável e negociado com empresas de reciclagem como ferros-velhos. Essa medida tomada pela empresa evita que os donos delas descartem os restos mortais das magrelas  em córregos ou terrenos baldios. Os metais são derretidos e viram grades portões, etc. E os pneus são beneficiados por usinas e viram matéria-prima  para asfalto, procedimento semelhante aos pneus de carros. 
Mas infelizmente não são todas as empresas do ramo que agem dessa forma. As bicicletarias dos bairros mais retirados, até negociam as carcaças metálicas com ferros-velhos, mas os pneus muitas vezes são descartados em lixos comuns ou são doados para reaproveitamento por carrinheiros que catam material reciclável o que mais cedo ou mais tarde irá para poluir os já combalidos rios e córregos da nossa cidade.
Como a grande maioria das bicicletas ficam nos bairros e muitas atuam sem licença alguma fica difícil a fiscalização. O que pode ser feito é um trabalho de conscientização e uma ação da prefeitura oferecendo um serviço de coleta para esse material para que ele tampe os buracos das nossas ruas e não entupa e polua os nossos rios.




Nenhum comentário:

Postar um comentário