quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Carrinhos elétricos dividem opiniões de catadores de material reciclável


Liriane Kampf
Embora não haja um número oficial, a prefeitura de Curitiba estima que existam 3,5 mil catadores de material reciclável na cidade. Dentro desta estimativa, apenas 500 estão cadastrados no Ecocidadão, programa organizado pela prefeitura que oferece aos catadores os chamados Parques de Coleta, para onde podem levar o material coletado, fazer a separação e pesar para posterior venda.
Como parte deste programa, a prefeitura promete entregar, ainda durante o mandato do prefeito Luciano Ducci, 108 carrinhos elétricos. Estes carrinhos são movidos à eletricidade. O objetivo é aumentar o potencial de coleta seletiva, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Mas o carrinho é motivo de divergência de opiniões entre os próprios carrinheiros. Embora tenha capacidade de carga de 300 kg, o dobro da média diária de um trabalhador, a autonomia da bateria é de 25 Km, menos da metade do percurso que Maria José Oliveira Santos percorre em dias de trabalho. “Já tentaram me fazer usar, mas, no meio do caminho, o carrinho parou. Aí ele ficou com o dobro do peso da minha carroça. Não troco meu carrinho por nenhum elétrico”.
Já para Adriana Pereira, catadora há 6 anos, o carrinho diminuiu a necessidade de força física. “Como meu percurso é menor, o carrinho me ajuda muito. Além disso, é mais bem visto pelas pessoas na rua”.
Cada carrinho custa R$ 8,7 mil. Como a previsão é de que até o fim de 2013 sejam distribuídos 504 unidades, o gasto total ficará em aproximadamente R$ 4,4 milhões. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário