Liriane Kampf
Embora não haja um número oficial, a prefeitura de Curitiba estima
que existam 3,5 mil catadores de material reciclável na cidade. Dentro desta
estimativa, apenas 500 estão cadastrados no Ecocidadão, programa organizado
pela prefeitura que oferece aos catadores os chamados Parques de Coleta, para
onde podem levar o material coletado, fazer a separação e pesar para posterior
venda.
Como parte deste programa, a prefeitura promete entregar, ainda durante
o mandato do prefeito Luciano Ducci, 108 carrinhos elétricos. Estes carrinhos
são movidos à eletricidade. O objetivo é aumentar o potencial de coleta
seletiva, além de melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores.
Mas o carrinho é motivo de divergência de opiniões entre os
próprios carrinheiros. Embora tenha capacidade de carga de 300 kg, o dobro da
média diária de um trabalhador, a autonomia da bateria é de 25 Km, menos da
metade do percurso que Maria José Oliveira Santos percorre em dias de trabalho.
“Já tentaram me fazer usar, mas, no meio do caminho, o carrinho parou. Aí ele
ficou com o dobro do peso da minha carroça. Não troco meu carrinho por nenhum
elétrico”.
Já para Adriana Pereira, catadora há 6 anos, o carrinho diminuiu
a necessidade de força física. “Como meu percurso é menor, o carrinho me ajuda
muito. Além disso, é mais bem visto pelas pessoas na rua”.
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