Jovens
e adultos que escolhem transporte alternativo economizam mais
Emily Kravetz
Há um mês o analista de
Software Wesley Adonay Castelluber, de 29 anos adotou a bicicleta como meio de
transporte alternativo. Ele conta que antes pagava 30 reais na diária para
deixar seu carro estacionado, e quando utilizava ônibus seus gastos giravam em
torno de 120 reais mensais. Castelubber ao optar pelo uso de bicicleta hoje
paga 30 reais mensais para estacionar durante o período que está trabalhando.
“Uma das vantagens de
usar bicicleta diariamente está associado a própria manutenção que não é cara.
Eu também vejo isto como um investimento, afinal é um bem que eu possuo, e tem
ajudado além fisicamente também financeiramente”.
Ao perceber a
necessidade das pessoas não terem um lugar para deixar suas bicicletas, os cicloativistas
Fernando Rosenbaum e Patrícia Valverde tiveram a iniciativa privada de criar um
estacionamento para transportes alternativos, e denominaram Bicicleta Cultural.
Além disso, eles oferecem as pessoas uma agenda cultural – com exposições de
artistas, oficinas mecânicas que ensinam as pessoas a conhecerem melhor sobre
seu meio de transporte.
“ A bicicleta é uma
extensão do nosso corpo por isso temos que aprender a usa-la. Ela precisa ser
vista pelas pessoas como um meio de transporte, por isso precisamos cultivar
esta ideia na mente das pessoas”, afirma Valverde.
O valor cobrado por
hora pelo uso de estacionamento das bikes é 0,80 centavos. Depois de quatro horas
de uso é cobrado três reais, e mensalmente é cobrado 30 reais. No todo há
espaço para 50 bicicletas, e diariamente é ocupado 40 % deste espaço.
O estudante Guilherme
Henrique Amaral de 19 anos, trabalha pela manhã e vai a escola no período da
noite, e conta sobre a estratégia que adotou para obter redução dos seus gastos
e utilizar sua renda do vale transporte,
com outras coisas que considera prioridade.
“ Eu recebo quatro
vales transportes por dia. Porém não uso
para o Ônibus como transporte diário. Pelo contrário, vou trabalhar e estudar
bicicleta. O dinheiro que eu não gasto, eu utilizo para comprar tinta para
grafite, ou comprar alguma coisa que eu
queira comer, compartilha Amaral.
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