quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Menos rodas, menos gastos


Jovens e adultos que escolhem transporte alternativo economizam mais

 Emily Kravetz

 
Há um mês o analista de Software Wesley Adonay Castelluber, de 29 anos adotou a bicicleta como meio de transporte alternativo. Ele conta que antes pagava 30 reais na diária para deixar seu carro estacionado, e quando utilizava ônibus seus gastos giravam em torno de 120 reais mensais. Castelubber ao optar pelo uso de bicicleta hoje paga 30 reais mensais para estacionar durante o período que está trabalhando.

“Uma das vantagens de usar bicicleta diariamente está associado a própria manutenção que não é cara. Eu também vejo isto como um investimento, afinal é um bem que eu possuo, e tem ajudado além fisicamente também financeiramente”.

Ao perceber a necessidade das pessoas não terem um lugar para deixar suas bicicletas, os cicloativistas Fernando Rosenbaum e Patrícia Valverde tiveram a iniciativa privada de criar um estacionamento para transportes alternativos, e denominaram Bicicleta Cultural. Além disso, eles oferecem as pessoas uma agenda cultural – com exposições de artistas, oficinas mecânicas que ensinam as pessoas a conhecerem melhor sobre seu meio de transporte.

“ A bicicleta é uma extensão do nosso corpo por isso temos que aprender a usa-la. Ela precisa ser vista pelas pessoas como um meio de transporte, por isso precisamos cultivar esta ideia na mente das pessoas”, afirma Valverde.

O valor cobrado por hora pelo uso de estacionamento das bikes é 0,80 centavos. Depois de quatro horas de uso é cobrado três reais, e mensalmente é cobrado 30 reais. No todo há espaço para 50 bicicletas, e diariamente é ocupado 40 % deste espaço.

O estudante Guilherme Henrique Amaral de 19 anos, trabalha pela manhã e vai a escola no período da noite, e conta sobre a estratégia que adotou para obter redução dos seus gastos e  utilizar sua renda do vale transporte, com outras coisas que considera prioridade.

“ Eu recebo quatro vales transportes por dia.  Porém não uso para o Ônibus como transporte diário. Pelo contrário, vou trabalhar e estudar bicicleta. O dinheiro que eu não gasto, eu utilizo para comprar tinta para grafite,  ou comprar alguma coisa que eu queira comer, compartilha Amaral.

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