terça-feira, 27 de novembro de 2012

Novas formas de pensar podem provocar mudanças na escolha dos transportes dos Curitibanos

Emily Kravetz

Todos os dias nós escolhemos quais meios de transporte vamos utilizar para executar nossas atividades. Optamos por meios que nos trazem conforto, status, segurança, mas que ao mesmo tempo poluem, estressam e geram mais gastos. Seja qual for o motivo que nos levam a usar os meios tradicionais de transporte, eles refletem aquilo que pensamos.
Este é o nosso desafio, amigo leitor, levantar discussões a respeito das observações feitas em nossa cidade, sendo as calçadas mal planejadas, os ônibus transbordando de passageiros, propostas políticas que apenas ficam no papel e que acabam alimentando as nossas justificativas para não usar os transportes alternativos.
Fazemos também um desafio a você: desenvolver um novo estilo de vida, a partir de novos hábitos a serem cultivados. Pensar alternativo é quebrar os velhos paradigmas, é tomar decisões cada dia. Os transportes alternativos proporcionam uma qualidade de vida, reduzem os gastos e ajudam a preservar o meio ambiente.
Talvez você pense, todos sabem disso, porém deixam de colocar em prática. Enquanto olharmos e nos conformamos, as reclamações irão reinar. Portanto, são as pequenas atitudes que vão definir nossa vida futura e a das pessoas ao nosso redor.
Longe de comparar o nosso país com outros, podemos partir desta realidade que precisa de muitas reformas, e a primeira transformação precisa ser em nossa forma de ver e agir. Muitas pessoas costumam comparar o sistema de transporte dos outros países com o nosso, algo muito natural, de quem não se conformou, e que ainda tem um pouco de esperança. Nós temos uma história e um contexto muito diferente dos outros países, mas convenhamos que também existem situações piores.  E por isso, precisamos olhar para cada situação de forma individual, e fazer a nossa parte.
Como já dizia o filósofo alemão Arthur Schopenhauer: “A tarefa não é tanto ver o que ninguém viu ainda, mas pensar o que ninguém pensou sobre algo que todos veem”. Precisamos apresentar novas propostas, expor pensamentos alternativos, exigir mudanças que são de direito nosso, sair do universo das críticas e fazer a nossa parte para alcançar as mudanças desta nossa realidade.

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