Daniel Santos
Com o efeito estufa ocasionando danos à camada de ozônio o assunto do
momento é a sustentabilidade. Reuniões de cúpula de grandes potências mundiais
econômicas e, principalmente, poluidoras tratam do assunto e debatem ações que
podem melhorar as nossas condições de vida. Mas como podemos saber qual o
transporte mais viável e sustentável para cada um de nós?
Se trocarmos o nosso carro por um ônibus estaremos diminuindo sensivelmente
a emissão de gases, já que nosso possante estará na garagem e dando descanso
para o meio ambiente. Mas é viável? Se eu moro em uma cidade que possui
integração de transporte onde posso pegar vários veículos pagando apenas uma
tarifa, ou se percorrer pequenas distâncias, sim. Mas principalmente se eu
estiver disposto a fazê-lo.
A economia com estacionamento, gasolina, manutenção do veículo, entre
outros, viabiliza ainda mais essa troca. Isso sem contar que esse tempo no
coletivo poderia ser utilizado na leitura de um livro. O stress de ficar parado
em um congestionamento também será superado, já que a maioria dos ônibus que
fazem as principais linhas arteriais trafegam em vias exclusivas e,
invariavelmente, nos dão também um ganho de tempo.
Multiplique essa ação tomada por um indivíduo por 40 pessoas num ônibus
convencional ou 80 num articulado e veja o impacto que isso representa. Além
disso, várias cidades já utilizam veículos movidos a biodiesel, o que reduz
ainda mais a poluição.
Mas se há resistência em pegar um coletivo como ajudar o meio ambiente?
Simples, através de carona. Existem vários sites oferecendo ou pedindo.
Oferecendo ou pegando carona, a quantia de veículos nas ruas também será
reduzida.
A bicicleta é outra boa opção, mas recebe ressalva de muitos praticantes que
a evitam ferrenhamente. Os prós desse modal são o ganho em saúde por praticar
exercícios físicos, fugir de congestionamentos, não poluir o meio ambiente e
economia.
Os contras são a exposição às intempéries atmosféricas, a maior exposição a
acidentes, a falta de vias apropriadas para o tráfego e o desrespeito dos
motoristas para com os ciclistas.
Ao adotar esse meio a segurança é fundamental e necessário possuir uma
bicicleta bem revisada, equipada com aparatos de segurança como lanterna,
faróis e capacetes refletivos, trafegar sempre em ciclovias onde houver ou no
mesmo sentido dos veículos próximo a guia da calçada onde não houver. É preciso
saber como anda a saúde do ciclista para encarar subidas e/ou longos trajetos
que exigem preparo.
A mesma máxima da bicicleta também vale para skates, patinetes e outros
modais e para seus praticantes.
Adotar novas práticas parece complicado, mas é preciso deixar a comodidade
de lado e experimentar novos modais. Ao fazer isso uma vez por semana, uma vez
por mês ou até mesmo uma vez por ano, pode haver um ganho de saúde, de tempo ou
até mesmo econômico, mas o mais importante é o ganho ambiental que teremos.
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