sábado, 22 de setembro de 2012

Editorial



Desde “trezentos quilômetros de novas ciclovias” até “ciclovias mais modernas na Av. Visconde de Guarapuava”, o que se percebe são propostas vagas e ineficazes por parte dos candidatos à prefeitura de Curitiba, nas eleições de 2012. Em reportagem especial, o jornal Capital da Notícia revela que, definitivamente, a mobilidade urbana não é prioridade em nenhum dos planos de gestão.

A ausência de planejamentos mais definidos e relevantes deflagra, na verdade, um sério comprometimento da ideia que ainda se faz do uso de bicicletas em Curitiba. Os discursos quase desinteressados mostram que não há grande intenção em mudar efetivamente a infraestrutura e a segurança da malha cicloviária curitibana. Ou, pelo menos, não existe a menor ideia de como fazê-lo.

Numa cidade onde o número de carros aumentou quase 50% nos últimos 10 anos, segundo dados do Detran-PR, é inconcebível o reduzido número de campanhas de conscientização sobre o uso da bicicleta como modal de transporte. Ou uma ciclofaixa que só possa ser utilizada aos domingos, num determinado período do dia.

A cultura da bicicleta como puro instrumento de lazer ainda vigora nos hábitos do cidadão curitibano. Porém, o bom funcionamento do trânsito depende da ampliação dessa visão. E a ampliação dessa visão depende diretamente de como o conceito dos transportes alternativos é transmitido pelo gestor urbano.

Nós, do Capital da Notícia, esperamos fornecer informações relevantes para você, leitor, que reconhece a necessidade da transformação do trânsito em Curitiba, e esperamos que o próximo prefeito faça o que todos que já passaram deveriam ter feito, mas ninguém teve coragem.

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