Em 2011, a PM registrou 163 acidentes com ciclistas em Curitiba. Este ano em janeiro e fevereiro foram 32 acidentes e uma morte.
Amanda Toledo
O gasto com trocas ou acessórios traz despesas muitas vezes inesperadas, porém necessárias, para quem quer entrar na onda cicloativista. Lillian Speltz, supervisora de qualidade e meio ambiente, ciclista há poucomenos de um ano, trocou há dois meses de bicicleta e conta que fez a troca por uma com freio a disco devido aos passeios que deseja fazer, como descer a serra.
Lillian conta que ainda não utiliza os devidos equipamentos. “Sei que um dos itens obrigatórios é o retrovisor e até comentei com meu marido para comprarmos, só que ficamos com vergonha, porque aqui em Curitiba e no nosso grupo de amigos quase não vemos o uso, então acabamos adiando a compra do item”.
Cícero da Silva, coordenador de veículos do Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR), diz que os equipamentos obrigatórios para ciclistas são a campainha, o espelho retrovisor fixo do lado esquerdo, sinalização noturna branca e amarela, na traseira vermelha, na lateral e nos pedais podem ser de qualquer cor, desde que sinalizadas. Para ele, pedalar defensivamente, somado ao uso dos equipamentos, previne grande parte dos acidentes.
O capacete não é um item obrigatório, mas aumenta a segurança do ciclista. Alexandre Nascimento, jornalista e blogueiro do “Ir e Vir de Bike”, do jornal Gazeta do Povo, afirma a importância do uso. “É uma liberdade individual, porém tenho amigos que ao cair chegaram a rachar o capacete. Imagine o impacto da queda se não estivessem usando”.
Alexandre ressalta também que pela fragilidade da bicicleta é importante estar o mais visível possível ao olhar do motorista, visto que, na maioria das vezes, os acidentes são causados pela falta de visibilidade. O que vale mesmo no final é o ciclista estar e ser consciente em relação aos equipamentos levando em conta a preservação da própria vida, independentede fiscalização ou não.
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